A necropsia realizada no corpo de Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, que morreu após sofrer uma intercorrência durante uma lipoaspiração e um implante de silicone em Cuiabá, não conseguiu estabelecer a causa exata do óbito em sua avaliação preliminar. O procedimento ocorreu no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá, e o caso agora é apurado pelas autoridades para verificar se houve falha médica.
Investigação criminal e análise pericial A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa conduz a investigação para entender as condições clínicas da paciente e apurar possíveis falhas nos procedimentos. A médica legista responsável realizou o exame na Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, mas a ausência de um resultado definitivo exige análises complementares, como exames histopatológicos e toxicológicos.
O delegado Michael Mendes Paes acompanha o caso e aguarda a documentação necessária para o avanço da apuração. A investigação busca verificar se o óbito decorreu de uma complicação imprevisível ou de alguma falha na assistência, ressaltando que um resultado fatal não comprova, por si só, negligência ou imperícia.
Apuração do CRM e regularidade profissional Paralelamente ao inquérito policial, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso instaurou uma sindicância para avaliar o atendimento e possíveis infrações éticas. A consulta ao cadastro do Conselho Federal de Medicina indicou que o médico responsável, Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza, possui inscrição regular no CRM-MT, mas não apresenta Registro de Qualificação de Especialista em cirurgia plástica no sistema consultado.
Defesa e repercussão do caso A defesa do médico informou que a equipe realizou manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de duas horas e lamentou profundamente o ocorrido. Os representantes legais afirmam que a paciente passou por exames pré-operatórios e que a cirurgia ocorreu em ambiente hospitalar adequado.
O advogado Alex Cardoso declarou publicamente que o profissional possui extensa experiência em procedimentos cirúrgicos, defendendo sua capacitação técnica e a regularidade do atendimento. A defesa também relatou que o médico registrou um boletim de ocorrência após sofrer ameaças de morte nas dependências do hospital.
O corpo de Lourdes Maria, que era casada e mãe de duas crianças, foi sepultado sob forte comoção de familiares e amigos, enquanto o desfecho do caso segue dependendo dos laudos periciais oficiais.
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