Paris decreta toque de recolher após onda de protestos violentos

Conflitos iniciados por estudantes franceses ganham força na Europa com saques, bloqueios e novas greves gerais agendadas para novembro.

Oliveira Filho Por Oliveira Filho
Paris decreta toque de recolher após protestos violentos

Resumo

Conflitos iniciados por estudantes franceses ganham força na Europa com saques, bloqueios e novas greves gerais agendadas para novembro.

As autoridades municipais de Paris e de várias outras regiões francesas impuseram medidas restritivas de circulação na sequência de um fim de semana marcado por graves distúrbios urbanos. O movimento de contestação, que teve início há cerca de um mês com reivindicações estudantis por verbas na educação, evoluiu para confrontos diretos contra a gestão governamental.

A escalada da tensão na capital francesa Nesta segunda-feira (19), a capital da França presenciou manifestantes furando barreiras policiais e marchando rumo aos acessos do museu do Louvre, transformando centros urbanos em verdadeiros cenários de guerra urbana.

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As restrições de circulação variam conforme a localidade, sendo estabelecidas por dois dias em Lille e com proibição rigorosa de aglomerações em Marselha, sem perspectivas imediatas de pacificação.

Posicionamento oficial do governo Diante do caos que incluiu depredações e saques, as centrais sindicais já agendaram uma nova onda de paralisações para o próximo dia 5 de novembro.

Em nota oficial publicada no domingo (18), o presidente francês Emmanuel Macron declarou que “quem destruir propriedades deve pagar pelo prejuízo”, acrescentando que “aqueles que buscaram derrubar a República serão responsabilizados”.

A expansão da crise na Europa A onda de revolta ultrapassou as fronteiras francesas e atingiu outras nações do continente europeu durante o mesmo período de instabilidade.

Em Milão, na Itália, civis entraram em choque com as forças de segurança em meio a atos de vandalismo e depredação de comércios, impulsionados pela insatisfação com a alta do custo de vida e falhas nos serviços públicos, resultando em 28 prisões e mais de 60 conduções para averiguação.

Crise política na Albânia Enquanto isso, a cidade de Tirana, na Albânia, concentra protestos intensos motivados por denúncias de corrupção estatal, desemprego em massa e falhas na rede de ensino.

Os manifestantes exigem a saída imediata do primeiro-ministro Edi Rama, que já descartou a possibilidade de renunciar ao cargo diante da pressão popular.

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