A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), posicionou-se publicamente nesta terça-feira (20) em resposta à Operação Cathedral Venalis. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apura denúncias de irregularidades e corrupção relacionadas ao pleito da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Posicionamento institucional sobre a operação
Entre os 15 vereadores investigados pela operação, dois possuem assento no Legislativo cuiabano: Ilde Taques (Podemos), presidente eleito para o biênio 2027/2028, e Alex Rodrigues (Podemos). Diante do cenário, a presidência da Câmara de Cuiabá emitiu uma nota oficial para separar as responsabilidades dos parlamentares da conduta da Casa de Leis.
“A instituição ressalta que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo cuiabano”, destacou a Câmara em nota.
Colaboração com o Ministério Público
Além de defender a presunção de inocência e o devido processo legal, Paula Calil garantiu que o Legislativo de Cuiabá está à disposição dos órgãos de controle para colaborar com o fornecimento de dados e informações que venham a ser solicitados durante o curso das investigações.
A Operação Cathedral Venalis mobilizou mais de 200 agentes de diversas forças de segurança, incluindo Polícia Civil, Militar, Penal e o Ministério Público, para o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O foco central é desarticular um suposto esquema de cooptação de agentes públicos e obtenção de vantagens indevidas durante a eleição da presidência da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio de 2026.
Funcionamento da Câmara de Cuiabá
Mesmo com a repercussão do caso envolvendo os dois parlamentares, a presidência assegurou que o calendário legislativo e as demandas administrativas da capital mato-grossense seguem sem interrupções.
“A Câmara segue com suas atividades normalmente, mantendo o compromisso com a população cuiabana e com o exercício responsável de suas funções institucionais”, finaliza a nota oficial.
Até o presente momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre as suspeitas específicas que pesam contra os vereadores cuiabanos, reforçando que a execução de mandados de busca não configura condenação.
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