Empréstimo de Cuiabá com Santander pode passar de R$ 202 milhões em dez anos

Montante milionário buscado pela gestão municipal será direcionado para projetos de pavimentação e infraestrutura urbana na capital

Redação Por Redação
Empréstimo de R$ 111,6 milhões de Abilio pode custar mais de R$ 202 milhões aos cofres de Cuiabá

Resumo

Montante milionário buscado pela gestão municipal será direcionado para projetos de pavimentação e infraestrutura urbana na capital

Uma operação de crédito no valor de R$ 111,69 milhões negociada pela Prefeitura de Cuiabá junto ao Banco Santander poderá resultar em um desembolso total superior a R$ 202 milhões ao longo de uma década. Conforme projeção financeira revelada em 17 de outubro, cerca de R$ 90,5 milhões devem ser quitados exclusivamente na forma de juros, somando-se ao montante principal captado.

Detalhes do financiamento e destino dos recursos

O capital obtido por meio do empréstimo tem como finalidade a realização de serviços de pavimentação, requalificação viária, infraestrutura e mobilidade urbana. A transação está atrelada ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal e possui previsão de contar com a garantia da União.

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A solicitação de aval legislativo partiu do Executivo municipal mediante envio de documentos à Câmara de Cuiabá em abril de 2026, estipulando a cifra máxima de R$ 111.694.855,00.

Condições contratuais e flutuação de juros

O acordo estabelecido com a instituição financeira prevê um prazo total de 120 meses, o equivalente a dez anos, acompanhado de uma carência de 12 meses. O encargo estipulado corresponde à taxa do CDI com um acréscimo de 0,86% ao ano.

Especialistas ressaltam que a estimativa de R$ 202 milhões configura uma projeção de custo financeiro, não significando um valor fixo ou obrigatoriamente imutável. Como o índice está atrelado ao CDI, a despesa efetiva poderá oscilar dependendo das regras contratuais e da variação das taxas de juros no decorrer da fase de amortização.

Transparência e execução das obras

A iniciativa foi oficializada pela gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) como uma alternativa para destravar investimentos na infraestrutura da capital mato-grossense. Apesar disso, até o momento da análise dos dados, a administração municipal ainda não havia divulgado publicamente a relação exata das vias beneficiadas nem o cronograma oficial para a realização das intervenções.

A engenharia financeira da operação também envolve o uso de receitas locais e repasses constitucionais como contragarantia perante a União, respeitando os limites legais vigentes.

Fiscalização e próximos passos

O alto volume de recursos comprometidos exige vigilância constante por parte dos vereadores e dos órgãos de controle, sobretudo no que diz respeito às exigências definitivas do contrato, à clareza na seleção dos locais contemplados e à sustentabilidade fiscal da prefeitura.

Vale ressaltar que os documentos analisados atestam apenas a autorização para a contratação da dívida, sem configurar, por si só, a assinatura oficial do contrato ou a liberação imediata do dinheiro.

O grande obstáculo para a gestão será comprovar que as intervenções trarão benefícios reais para a população e que o impacto financeiro da operação caberá no orçamento municipal. Até agora, não há confirmação sobre a data exata da rubrica do contrato, a divulgação do cronograma financeiro ou a lista completa de bairros atendidos.

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