O semeadura da oleaginosa em Mato Grosso alcançou 51,86% da área projetada para a temporada 2026/27, cobrindo 13,05 milhões de hectares. O balanço divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária mostra que o ritmo atual supera tanto o índice registrado no mesmo período do ciclo passado quanto a média histórica dos últimos cinco anos.
O avanço desigual da agricultura mato-grossense Apesar do número positivo no consolidado estadual, a distribuição do plantio apresenta grande assimetria entre os municípios produtores. Enquanto o Médio-Norte já cobriu 69,32% de sua extensão estimada, o Noroeste e o Nordeste patinam e ainda não conseguiram ultrapassar a marca de 40%.
Outras regiões também apresentam diferentes patamares de execução. O Oeste atingiu 61,58%, o Norte superou a metade com 52,37%, o Centro-Sul marca 48,65% e o Sudeste registra 40,76%. O cenário reflete os impactos climáticos iniciais, marcados pela escassez de chuvas e baixa umidade do solo na segunda quinzena de setembro, fator que obrigou agricultores a aguardarem precipitações mais firmes.
Impacto das chuvas e o desenvolvimento das lavouras Com a chegada de chuvas recentes, o ritmo ganhou fôlego e avançou 18,58 pontos percentuais em uma única semana, com destaque para as regiões Centro-Sul e Sudeste.
“Embora o ritmo semanal tenha sido menos intenso que o registrado na semana anterior, esse avanço contribui para distribuir as lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento”, aponta o instituto.
Essa variação na maturação das plantas é vista com bons olhos pelo setor produtivo, pois diminui os riscos associados a eventos climáticos extremos concentrados em um único período para todas as lavouras.
Reflexos na safra de milho e projeções financeiras O andamento da semeadura até o encerramento de outubro será determinante para definir se o milho de segunda safra conseguirá ser implementado dentro da janela climática ideal em 2027. O sucesso dessa sucessão depende diretamente da velocidade da colheita da soja e do ciclo de desenvolvimento das plantas.
Para esta temporada, as projeções oficiais mantêm a estimativa de uma colheita total de 48,88 milhões de toneladas, com produtividade média calculada em 62,44 sacas por hectare. No aspecto financeiro, os custos estimados pelo instituto apontam despesas de R$ 3.817,12 por hectare apenas com insumos, enquanto o custeio total da atividade agrícola atinge a marca de R$ 4.326,01 por hectare.
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