Movimento estudantil volta às ruas em defesa da democracia

Presidente da UNE aponta riscos institucionais nas eleições e reforça apoio à candidatura de Lula no segundo turno.

Redação Por Redação
Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

Resumo

Presidente da UNE aponta riscos institucionais nas eleições e reforça apoio à candidatura de Lula no segundo turno.

A preocupação com o futuro das instituições democráticas e da educação brasileira motivou a volta do movimento estudantil às ruas em várias cidades, impulsionado pelo segundo turno das eleições presidenciais.

Contexto histórico e atual

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A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destacou a relevância de universitários e secundaristas nos protestos recentes e relembrou a participação histórica dos jovens em momentos políticos decisivos do Brasil, como a resistência à ditadura militar e as campanhas pelas diretas e pelo impeachment.

“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, afirmou Bianca, alertando para a possibilidade de avanço de um governo autoritário. A dirigente também pontuou dificuldades enfrentadas pelas instituições públicas de ensino, a exemplo do subfinanciamento e da carência de assistência para alunos de baixa renda.

Protestos e articulação nacional

Segundo a líder estudantil, a retomada dos atos começou nas universidades após o primeiro turno e rapidamente ganhou força com a adesão de estudantes secundaristas e de diferentes setores da sociedade civil e da classe trabalhadora.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, declarou.

Apoio eleitoral e propostas

Para a entidade, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa uma barreira contra o avanço do bolsonarismo, classificado pela dirigente como uma ameaça aos direitos sociais. Por outro lado, a campanha do candidato Flávio Bolsonaro defende medidas como a reformulação do ensino técnico, a ampliação de escolas cívico-militares e a transferência da gestão das universidades federais para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de prometer manter os investimentos previstos na Constituição.

Perspectivas futuras

Por fim, a liderança da UNE ressaltou que a atuação política dos jovens continuará ativa independentemente do resultado nas urnas, com foco na organização permanente por meio de centros acadêmicos, grêmios e diretórios centrais para garantir conquistas na educação e na democracia.

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