Gravações feitas pela influenciadora Malévola Alves durante uma viagem ao território egípcio ganharam grande repercussão digital após a detenção dela e de sua amiga, Bruna Mercatelli, ocorrida na última terça-feira (20/10), na cidade de Alexandria. Os materiais audiovisuais retratam as turistas brasileiras interagindo com dois homens em vias públicas e figuram entre os elementos que teriam despertado a atenção e a investigação policial no país do Oriente Médio.
Detalhes das gravações investigadas
Em um dos trechos que circulam na internet, Bruna aparece trocando beijos com um homem, enquanto Malévola ergue a blusa do indivíduo. Logo depois, Bruna relata ter tocado nas regiões íntimas do rapaz, alegando que ele apresentava sinais de excitação, momento em que ambas celebram o ocorrido. Noutro trecho, a apreensão toma conta quando uma delas nota uma possível retaliação popular. “Eles estão ligando para a polícia”, afirma.
A custódia das brasileiras foi oficialmente validada pelo Ministério do Interior do Egito em decorrência da disseminação de filmagens tidas como obscenas pelo governo. De acordo com a pasta governamental, as duas turistas teriam praticado gestos de cunho sexual e importunado transeuntes nas ruas.
Base legal e o posicionamento da legislação egípcia
Apesar da similaridade entre os conteúdos veiculados na rede e os fatos pontuados pelas autoridades egípcias, ainda não existe uma confirmação oficial de que a totalidade desses arquivos digitais específicos tenha sido empregada de fato no inquérito.
O advogado internacional Marcelo Lucas, parceiro de escritórios locais na região, aponta que o material pode ter fundamentado a medida restritiva de liberdade devido à exibição de condutas sexuais em espaços abertos, ao contato físico direcionado a desconhecidos e à posterior exposição digital.
Conforme o especialista, o artigo 306 bis (a) do Código Penal do Egito penaliza abordagens e insinuação sexual direcionadas a terceiros. Sendo assim, o depoimento gravado sobre o toque nas partes íntimas pode influenciar a apuração, sobretudo se houver indícios de falta de consentimento.
Ademais, o artigo 278 da legislação daquele país estabelece sanções para condutas públicas que violem o pudor, permitindo que o beijo e as demais atitudes capturadas nas vias de Alexandria sejam escrutinadas pelo poder judiciário local, somando-se aos riscos jurídicos gerados pela difusão do material online.
Fonte: Instagram no Instagram
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