Jovem de 24 anos morre durante cirurgias plásticas em Cuiabá

Vítima teve intercorrência fatal ao colocar silicone e fazer lipoaspiração; mãe viajou da Europa ao Brasil para acompanhar o sepultamento

Redação Por Redação
Mãe sai de Portugal para o enterro de jovem que morreu em cirurgia plástica

Resumo

Vítima teve intercorrência fatal ao colocar silicone e fazer lipoaspiração; mãe viajou da Europa ao Brasil para acompanhar o sepultamento

Uma tragédia mobilizou familiares e chamou a atenção para os riscos de procedimentos estéticos combinados em Cuiabá. A jovem Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu na última sexta-feira (16) no Hospital Geral e Maternidade da capital mato-grossense, enquanto era submetida a cirurgias plásticas simultâneas.

Complicação cirúrgica e comoção familiar

Lurdes estava no centro cirúrgico para realizar uma lipoaspiração associada ao implante de próteses de silicone nas mamas quando sofreu uma intercorrência médica fatal. A fatalidade provocou um luto imediato na família, que se mobilizou internacionalmente diante da notícia repentina.

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A mãe da paciente, Jatir Ramos, reside atualmente em Portugal e precisou embarcar às pressas rumo ao território brasileiro para conseguir participar das cerimônias de despedida da filha. Em suas redes sociais, ela externou a dor pelo ocorrido e solicitou apoio espiritual aos seguidores por meio de preces.

Sonho interrompido e homenagens

O marido da vítima, Juan Pablo Padilha, também prestou tributos públicos na internet. Ele destacou que a realização daquelas intervenções no corpo simbolizava uma meta antiga e muito desejada pela jovem.

Posicionamento da equipe médica e boletim policial

A condução da operação estava a cargo do cirurgião Euller Gustavo Preza, médico que acumula mais de duas décadas e meia de experiência. Por meio de nota oficial, a assessoria jurídica do profissional assegurou que todo o ato operatório transcorreu dentro dos protocolos clínicos de segurança em unidade com infraestrutura apropriada.

De acordo com os representantes legais, assim que a equipe notou a alteração repentina no quadro de saúde da paciente, a intervenção foi paralisada para o início das manobras de ressuscitação cardiopulmonar, que se estenderam por cerca de duas horas, sem êxito. A defesa frisou que a confirmação técnica sobre o que motivou a morte dependerá dos laudos emitidos pelos órgãos periciais competentes.

Relato de ameaças após o óbito

O episódio também gerou desdobramentos na esfera policial. A equipe jurídica do médico registrou um boletim de ocorrência informando que parentes da paciente desferiram agressões físicas e ameaças de morte contra o profissional nas dependências hospitalares logo após o anúncio do falecimento.

O caso permanece sob investigação das autoridades policiais e dos órgãos responsáveis, que trabalham para esclarecer todos os fatores envolvidos no desfecho da cirurgia.

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