Com o fim da votação estadual, o setor agrícola de mato grosso voltou o foco para a disputa presidencial e cobra medidas urgentes em relação à política fiscal e tributária. Os agricultores apontam que a taxa básica de juros e a capacidade de investimento são fatores determinantes para a continuidade das atividades no campo.
Novos representantes em brasília e na assembleia
O pleito definiu que otaviano pivetta, do republicanos, continuará no comando do executivo estadual, ao lado dos senadores mauro mendes, do união brasil, e josé medeiros, do pl. Além disso, a nova configuração da bancada federal garantirá oito deputados a partir de 2027, enquanto o podemos assegurou seis cadeiras na assembleia legislativa, seguido por pl e republicanos com quatro parlamentares cada.
Diante desse panorama político, o setor produtivo reforça que as diretrizes definidas na capital federal geram impactos diretos na rotina das fazendas. A geração de empregos e a facilidade para expandir a produção estão entre as principais demandas levadas aos candidatos.
Repercussão política e impacto no comércio
Reeleito para mais um quadriênio, otaviano pivetta ressaltou a responsabilidade de gerir o estado novamente após a apuração das urnas. Eu estou sentindo a confiança da população, afirmou o governador, acrescentando que aumenta o meu compromisso, aumenta a minha responsabilidade porque o povo de mato grosso confiou em mim.
Paralelamente, os reflexos da instabilidade econômica já são percebidos nos centros urbanos, conforme aponta o produtor rural adalberto grando. Segundo ele, o enfraquecimento do setor primário reverbera no comércio local e no mercado imobiliário, resultando no fechamento de pequenos comércios e no aumento do desemprego na região.
Crítica aos juros elevados
Para grando, o país precisa retomar o caminho do crescimento com responsabilidade fiscal e controle da inflação. O agricultor argumenta que o encarecimento do crédito compromete o planejamento financeiro de quem precisa investir na terra.
O produtor também considera que os juros atuais dificultam a atividade de setores que dependem do campo. Uma economia que nem a nossa, que depende do setor primário, ter juro de 14%, 15% ao ano não se sustenta, resume grando ao canal rural mato grosso.
Exigência de equipe técnica
A composição do futuro ministério e da pasta econômica também gera expectativas entre os agricultores. O produtor dayan della justina vieira defende que a nova gestão seja formada por especialistas renomados para afastar incertezas do mercado.
Para dayan, o período eleitoral foi marcado por promessas e que, a partir de agora, o setor produtivo precisa conhecer quem estará à frente das decisões econômicas. A gente vinha vindo com promessas até o momento, então precisamos realmente que a equipe econômica seja conceituada e tenha credibilidade para a gente mudar o cenário atual, afirma à reportagem.
O agricultor rejeita indicações puramente políticas e reforça a necessidade de nomes capacitados. Precisa realmente de uma equipe técnica, especializada, voltada à pasta que ela vai assumir, para melhorar esse cenário econômico, acrescenta.
Com o término da primeira etapa eleitoral no estado, os agricultores mantêm a pressão sobre as pautas econômicas federais. O objetivo principal é garantir estabilidade para que o setor continue expandindo suas atividades. Grando resume a expectativa em condições para ampliar a atividade e gerar renda: A gente tem que colocar um governo lá que dê a oportunidade para a gente produzir mais, ganhar mais, gerar mais emprego.
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