Anvisa proíbe lote falsificado de toxina botulínica estética

A fraude foi descoberta pela própria fabricante após notar divergências na validade e na embalagem do produto.

Oliveira Filho Por Oliveira Filho
Anvisa proíbe venda de medicamento falsificado usado em procedimentos estéticos

Resumo

A fraude foi descoberta pela própria fabricante após notar divergências na validade e na embalagem do produto.

Uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a distribuição, a comercialização, o uso e determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Dysport, amplamente empregado em intervenções estéticas. A norma regulatória foi veiculada no Diário Oficial da União e teve como base um alerta emitido pela própria companhia detentora do registro no país.

Detalhes da resolução e alerta da fabricante

A medida restritiva foi oficializada por meio da Resolução-RE nº 4.090 e recai diretamente sobre o lote 025155 do produto, que tem como princípio ativo a toxina botulínica tipo A. O composto é comumente aplicado tanto para fins terapêuticos quanto para suavizar rugas e linhas de expressão.

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A denúncia que deu origem à fiscalização partiu da Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., empresa responsável pelo registro da substância no mercado brasileiro, que constatou a circulação de unidades com características divergentes das originais.

Como reconhecer o produto pirata

Entre as principais irregularidades apontadas pelo órgão regulador está o prazo de validade impresso na embalagem, que aponta junho de 2028, enquanto o lote verdadeiro expira em junho de 2027.

Outros indicativos de fraude envolvem o desalinhamento e o espaçamento irregular nos dígitos referentes ao lote, à validade e ao código do material. O recipiente de vidro e o layout gráfico externo também diferem do padrão importado, além do código de barras correspondar a uma numeração distinta.

Impacto da medida e próximos passos

A determinação entrou em vigor imediatamente após a sua publicação oficial, obrigando o recolhimento das unidades irregulares. Até o momento, os órgãos competentes não divulgaram o volume total de itens falsificados localizados nem os estabelecimentos onde foram apreendidos.

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