O assessor jurídico da Presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Felipe José Glinke, é um dos alvos da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema criminoso envolvendo integrantes da Corte de Contas. Segundo as investigações, ele teria recebido R$ 9.932.818,72 em movimentações financeiras suspeitas.
De acordo com informações citadas na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felipe é apontado como um dos possíveis operadores do esquema, que teria sido comandado pelo então presidente do TCE-MT, o conselheiro Sérgio Ricardo. As suspeitas ainda são objeto de investigação e devem ser analisadas pela Justiça.
Investigado teria adiado movimentação bancária
Um dos episódios descritos na decisão judicial ocorreu em 23 de setembro de 2025, quando Felipe José Glinke teria comparecido a uma agência bancária para realizar uma operação envolvendo uma quantia elevada.
Conforme os elementos reunidos pela investigação, o assessor teria percebido a presença de uma terceira pessoa nas proximidades dos caixas e desconfiado da situação. Diante disso, teria feito um sinal para outro investigado, com o objetivo de adiar a movimentação financeira.
Ainda segundo o relato apresentado na decisão, Felipe aguardou a saída da pessoa da agência e, posteriormente, retornou para receber o dinheiro.
Para o ministro Og Fernandes, a atitude indicaria uma possível preocupação do investigado com a presença de alguém que pudesse estar acompanhando a operação ou com uma eventual ação policial.
Operação investiga suposto esquema no TCE-MT
A Operação Tomada de Contas foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidades e movimentações financeiras relacionadas a um possível esquema criminoso envolvendo integrantes do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
A investigação busca esclarecer o papel de cada um dos envolvidos, a origem e o destino dos valores movimentados e a possível participação de agentes públicos no esquema.
O caso segue sob análise das autoridades competentes. As acusações apresentadas durante a investigação ainda precisam ser comprovadas judicialmente, e os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
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