Dólar avança para R$ 5,22 com cautela global e cenário eleitoral

Moeda norte-americana disparou no primeiro pregão de outubro influenciada pela alta do petróleo e temor inflacionário

Redação Por Redação
Dólar sobe 0,88% e fecha a R$ 5,2204 em dia de aversão ao risco

Resumo

Moeda norte-americana disparou no primeiro pregão de outubro influenciada pela alta do petróleo e temor inflacionário

O mercado cambial brasileiro registrou nova alta nesta quinta-feira (1º), fazendo com que a moeda norte-americana encerrasse a sessão cotada acima da barreira de R$ 5,20. No mercado à vista, a divisa registrou avanço de 0,88%, fechando o primeiro pregão de outubro a R$ 5,2204, depois de alcançar o pico de R$ 5,2374 durante a tarde.

Impacto internacional no câmbio A escalada da cotação refletiu um ambiente generalizado de aversão ao risco nos mercados internacionais, impulsionado pela alta nas cotações do petróleo e por crescentes temores relacionados à inflação global.

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Apesar do cenário desfavorável, o real apresentou uma resiliência superior à de outras moedas de países emergentes na mesma data. Enquanto o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano registraram desvalorizações entre 1,20% e 1,70%, o câmbio brasileiro conseguiu conter perdas mais expressivas devido a fatores locais.

Expectativas políticas e commodities Especialistas apontam que a proximidade do pleito presidencial influenciou o comportamento da moeda. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, afirmou que a questão eleitoral influenciou o comportamento do real, mas destacou também o avanço dos preços das commodities agrícolas, associado aos possíveis efeitos do El Niño, e a valorização do petróleo.

A expectativa de agentes financeiros era de que um resultado favorável para Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição, marcado para domingo (4), pudesse gerar um rali nos ativos locais e mitigar os prêmios de risco fiscal.

Pressão externa e petróleo No cenário internacional, o barril do Brent para dezembro fechou em alta de 4,37%, a US$ 102,31, após informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende retomar bombardeios ao Irã em novembro. Também permaneceram no radar as pressões dos norte-americanos para que a União Europeia libere estoques de diesel e a possibilidade de restrições dos EUA às exportações do derivado.

Enquanto isso, o índice DXY, que monitora a força da divisa estadunidense frente a uma cesta com seis moedas principais, subiu 0,58% e atingiu 102,040 pontos no encerramento da tarde.

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