O estado de Mato Grosso alcançou a marca de 508.762 micro e pequenas empresas ativas, registrando um crescimento de 21,2% na abertura de novos empreendimentos entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse índice superou a média nacional, que ficou em 14,3%, conforme levantamento divulgado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) em alusão ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro. Atualmente, o Brasil contabiliza aproximadamente 24 milhões de negócios em funcionamento.
Impacto econômico e empreendedorismo feminino
Para a diretora-superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, o avanço demonstra a relevância dos pequenos negócios para a economia local, ao conectar cadeias produtivas às economias dos municípios e contribuir para a gerarão de trabalho, renda e novas oportunidades. Ela destacou que a instituição atua na orientação e capacitação para que os empreendedores aproveitem a pujança econômica regional. “Quando os pequenos negócios passam a integrar esse ciclo de crescimento, o desenvolvimento ganha escala, diversifica a economia e cria novas perspectivas socioeconômicas”.
O fomento ao empreendedorismo feminino também integra as prioridades da instituição no estado. De acordo com a gestora, incentivar a autonomia das mulheres amplia a capacidade econômica estadual. “Nosso compromisso é fortalecer essa autonomia, desenvolvendo competências de gestão, liderança e inovação. Essas agendas em prol do empreendedorismo feminino exigem continuidade e cooperação entre instituições, poder público e setor produtivo”.
Distribuição por setores e municípios
Os dados estatísticos apontam que o setor de serviços lidera o volume de MPEs ativas em território mato-grossense, somando 259.546 unidades. Na sequência aparecem o comércio, com 143.525; a construção, com 48.296; a indústria, com 44.663; e a agropecuária, que registra 12.732 empresas. No recorte municipal, Cuiabá concentra o maior montante, com 166.522 negócios, seguida por Rondonópolis (56.648), Sinop (38.902) e Tangará da Serra (37.875).
Marco regulatório e desburocratização
O cenário atual de expansão coincide com as comemorações de duas décadas da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, estabelecida pela Lei Complementar nº 123/2006 para mitigar barreiras burocráticas e tributárias na relação com o governo. Se antes a formalização de um negócio demandava uma média de 70 dias, o processo atual de digitalização reduziu esse prazo para menos de 24 horas.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a legislação e o regime do Simples Nacional revolucionaram o ambiente de negócios no país. “Em 2006, o Brasil tomou a decisão de que quem começa pequeno não pode ser tratado como grande. Mais do que uma medida tributária, o Simples consolidou-se como a maior política de inclusão produtiva da nossa história, garantindo dignidade, crédito e caminho de ascensão social para os brasileiros”.
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