O cultivo da oleaginosa em Mato Grosso atingiu 33,28% da área estimada para a temporada 2026/27 até o dia 9 de outubro, ao mesmo tempo em que a comercialização antecipada alcançou 43,73% no mês de setembro. As informações foram divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e indicam progresso tanto na semeadura quanto nos negócios futuros, que registram o ritmo mais acelerado desde a safra 2020/21.
Ritmo acelerado nas lavouras mato-grossenses
A semeadura ganhou força expressiva ao longo da primeira semana de outubro. Frente ao levantamento feito em 2 de outubro, quando apenas 10,23% dos campos estavam semeados, houve um salto de 23,04 pontos percentuais. No encerramento da semana anterior, o índice marcava 3,87%, após registrar 1,15% em 18 de setembro.
Desempenho regional do plantio
Apesar do avanço geral, o ritmo da atividade difere consideravelmente entre as regiões produtoras do estado. O Médio-Norte encabeça o ranking com 50,22% da área concluída, seguido pelo Oeste com 41,83% e pelo Norte com 29,17%.
Outras regiões apresentam marcas variadas, como o Centro-Sul com 26,76%, o Nordeste com 24,83%, o Noroeste alcançando 22,44% e o Sudeste com 21,23% da área cultivada.
Influência da bolsa de Chicago e clima
As vendas futuras da safra 2026/27 cresceram 4,61 pontos percentuais em setembro na comparação com o mês anterior, superando em 12,27 pontos percentuais o patamar observado no mesmo período do ciclo passado. Esse cenário foi estimulado pela alta nas cotações internacionais. Em setembro, a oleaginosa fechou o mês na bolsa de Chicago com média de US$ 13,07 por bushel, registrando acréscimo de US$ 1,08 sobre agosto.
A retração na colheita norte-americana e os potenciais reflexos do fenômeno El Niño elevaram a percepção de instabilidade no mercado. Dessa forma, os agricultores mato-grossenses optaram por travar preços vantajosos e garantir margens para o próximo período produtivo.
Encerramento da safra anterior
Enquanto a nova temporada ganha campo, a comercialização do ciclo 2025/26 caminha para o fim, alcançando 97,51% da colheita estimada negociada até setembro, o que representa um incremento mensal de 0,61 ponto percentual. Com a colheita anterior praticamente comercializada, as atenções do setor voltam-se integralmente para a safra 2026/27, combinando o avanço da semeadura com a monitoração constante do mercado externo.
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